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Investir em energia renovável é necessário e compensador

Atualizado: 9 de Dez de 2020


Imagem retirada do site Freepik

Já faz algum tempo que a temática ambiental está em pauta no cenário internacional. Não é novidade que estamos enfrentando uma crise climática e há anos estamos sendo alertados sobre a gravidade da situação e a necessidade de colocar em prática medidas para diminuir as emissões de gases do efeito estufa que são prejudiciais à saúde e ao planeta. Diante disto, cada vez mais, temos visto movimentos em prol da conscientização e mobilização política para tomadas de ações que, de fato, possam contribuir para resgatar e salvar o nosso planeta.

O ritmo dessa reação global aumentou especialmente no ano passado, 2019, inspirado na ativista sueca Greta Thunberg, de 17 anos - indicada ao Nobel da Paz - que fez com que o movimento de greves pelo clima ganhasse força. Milhões se juntaram a protestos durante um ano em diversos países como Austrália, Uganda, Colômbia, Japão, Alemanha e Reino Unido.

E essa mobilização não é para menos, a Terra está cada vez mais quente. Em uma matéria do Nexo a jornalista Andréia Louback aponta que “Segundo a OMM (Organização Meteorológica Mundial), enquanto o ano de 2019 encerrou a década mais quente já registrada até hoje, nossas cidades brasileiras seguem disputando a marca recorde de suas temperaturas locais. Não muito distante, o mês de setembro de 2020 foi, abruptamente, o mais quente de todos os tempos em todo o mundo.”

Neste ano de eleições, ainda segundo Louback , “qualquer campanha eleitoral que não tenha como uma das diretrizes o combate ao racismo ambiental — fenômeno que nos intima a compreender a cidade de acordo com as complexidades raciais e territoriais — para propor políticas públicas está incompleta e falha ao tentar criar um plano de governo mais inclusivo.”

Diante deste panorama foi criada a Agenda Urbana do Clima , que “surge a partir de uma construção coletiva de organizações da sociedade civil e outras instituições, atuantes no nível local na agenda de mudança do clima.” Ainda, de acordo com trechos do documento, “entendemos que 2020 é um ano crucial para a ação climática e que as cidades exercem papel fundamental para a implementação de políticas públicas efetivas para a redução de emissões de gases de efeito estufa, e o desenvolvimento urbano sustentável, resiliente e inclusivo.”

A construção da proposta da Agenda Urbana do Clima, que objetiva orientar caminhos viáveis para a ação climática a partir da realidade local, teve como base para elaboração “pesquisas e o acúmulo de atuação das organizações, instituições e seus membros que, em um processo deliberativo, identificaram três eixos prioritários de ação: saúde, emprego e mobilidade.”

A partir desses três eixos foram identificadas 10 ações prioritárias, que estão apresentadas em uma carta manifesto. E já que a energia representa o segundo setor mais expressivo nas emissões de gases do efeito estufa nas cidades brasileiras e possui grande potencial de geração de empregos, uma dessas ações é “Energia e eficiência energética”, que trata da adoção de “medidas de fomento à geração distribuída de energia renovável, como solar e eólica, e de ações de aumento de eficiência energética em edifícios existentes e novas construções.” O documento apresenta, ainda, as possibilidades para implementar as ações, e uma delas é criar incentivos fiscais e tributários para uso de energias renováveis em residências e instalações comerciais e industriais.


Tipos de energia renováveis

Imagem retirada do site Freepik

Mesmo que as fontes de energias ‘limpas’ sejam mais caras, de acordo com uma matéria do jornal Nexo, compensa utilizá-las. A matéria, de 2017, abordou um estudo de oito anos, 2007 a 2015, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, que mediu o impacto da redução na emissão de gases poluentes em outras áreas. O estudo concluiu que “o dinheiro economizado com saúde pública e políticas paliativas de meio ambiente compensa o custo mais caro de produção de energia por meios não poluentes.”

A Austrália, por exemplo, é o segundo maior exportador mundial de carvão, commodity que desempenha um papel importante em sua economia e sua política. Mas, discretamente, o país também se tornou uma potência da energia renovável, estando bem à frente da Alemanha, do Japão e da Califórnia, que são amplamente considerados líderes em energia limpa.

Para se ter uma ideia, cerca de uma em cada quatro casas australianas tem painéis solares no telhado. Embora pareça que a maioria não adotou a energia solar por motivações altruístas, como querer combater as mudanças climáticas, e sim como resposta aos incentivos oferecidos pelos governos estaduais, ainda assim serve de exemplo para outros países, como o Brasil, que precisam desenvolver estratégias e incentivos para a população e as indústrias começar a adotar a utilização das energias ‘limpas’, como a solar, e tratar a causa ambiental como prioridade.

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