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O que é o Acordo de Paris?

Em 2015, países assinaram um acordo com base em projeções climáticas. Cinco anos depois, as metas estabelecidas começam a valer. Mas será que o mundo e as nações envolvidas estão prontas para cumprirem a promessa?

No dia 12 de dezembro de 2020, o Acordo de Paris firmado por 195 países completou cinco anos e começou a valer e a ser posto em prática, tendo como sua principal problemática o Aquecimento Global. O tratado foi considerado um marco, porque não apenas fez com que grandes potências capitalistas se comprometessem em reduzir suas emissões, como também as responsabilizou historicamente.

A maior meta proposta pelo acordo foi a de manter o aumento da temperatura média a até 1,5ºC no período de tempo entre 2020 e 2025. Na época, foi um grande passo para os ambientalistas e para os cientistas que já estavam avisando os perigos que o aquecimento poderia trazer ao planeta. Entretanto, as medidas que os líderes mundiais garantiram tomar para conter esse aumento durante os seguintes anos se mostraram insuficientes, e muitos deles não as cumpriram.

Desde 2015, muita coisa mudou. Donald Trump foi eleito nos Estados Unidos, uma das maiores potências mundiais, tendo grande influência sobre outros países e também grande responsabilidade quando se trata de diminuir as emissões de gases. E Jair Bolsonaro foi eleito no Brasil, país com a maior floresta tropical do mundo. Os dois governantes se mostraram com posturas bem despreocupadas em relação às mudanças climáticas. Somado a isso, muitos países também deram a entender que não alcançariam suas metas para por o que foi prometido em prática.

Dado isso, o esperado era que então os país revisassem suas metas, entretanto, até agora apenas vinte países apresentaram suas novas considerações à UNFCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima), o que representa, de acordo com o Climate Watch, apenas 7,6% das emissões globais de carbono. O que antes era um grande passo rumo ao futuro, hoje se mostra como descaso.

Para consultar as novas (ou velhas) NDCS (Contribuições Nacionalmente Determinadas), consulte a plataforma do Climate Watch. Lá, você pode escolher um país específico e observar os seus objetivos e adaptações quanto à agenda climática.


Para saber mais: Revista Piauí: Meio vazio, meio cheio

Le Monde Diplomatique: O Acordo de Paris e o Brasil

Instagram: @engajamundo

World Resources Institute: 6 sinais de progresso desde a adoção do Acordo de Paris (em inglês)

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